AGRONEGÓCIO
Escolhidas as empresas que vão gerir o AgNest, laboratório voltado à inovação no agro
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A Embrapa Meio Ambiente e a Embrapa Agricultura Digital, com o apoio da Secretaria de Inovação e Negócios (SIN), tornaram público o resultado final do Edital, relacionando as empresas classificadas para ocuparem as vagas de parceiros fundadores do AgNest, empreendimento que visa formatar um ambiente de inovação no formato farm lab no País. Essas companhias comporão o comitê gestor da iniciativa.
O presidente da Embrapa, Celso Moretti, anuncia hoje, formalmente, em coletiva de imprensa, as empresas selecionadas que comporão o comitê gestor: Bayer, Banco do Brasil, Nutrien Soluções Agrícolas e Máquinas Agrícolas Jacto. O anuncio marca as comemorações do aniversário de 49 anos da Embrapa.
A seleção foi feita por meio de um Chamamento Público para que empresas interessadas se candidatassem. Os critérios de escolha foram estabelecidos em edital, e as quatro empresas classificadas confirmaram a adesão.
As aprovadas irão estabelecer parceria seguindo um modelo de governança público-privada que tem a Embrapa como instituição âncora em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Nesse início, o comitê gestor terá como função estruturar e implementar o AgNest, além de estabelecer modelo de governança e gestão capaz de viabilizar o início efetivo de seu funcionamento. Ainda, será o responsável por estabelecer as condições e critérios para contratação do Gestor Operacional, instituição responsável para gerir a administração, operação e negócios do hub de inovação.
A partir das ações estruturantes iniciais, o empreendimento estará apto a abrir, inclusive, chamadas públicas para atração de novos parceiros de inovação, agregação de startups, captação de recursos, formalização de projetos de parceria, e abertura de sua agenda de pesquisa, desenvolvimento e inovação para geração de soluções digitais e sustentáveis em prol da agricultura brasileira.
Corredor de inovação
O AgNest está estrategicamente integrado ao Corredor Paulista de Inovação Agropecuária, um pujante ecossistema de inovação em fase de consolidação na região que abrange os municípios paulistas de Campinas, Jaguariúna, Piracicaba, São Carlos e Ribeirão Preto.
Nessa região, o foco está nos principais atores de PD&I e agronegócios, como instituições de Ciência e Tecnologia, universidades, grandes corporações, ambientes de inovação e 33% das agtechs do País, que juntos representam o potencial de desenvolvimento e entrega de soluções tecnológicas e novos ativos para o agronegócio brasileiro. Em 2021, em um estudo realizado pela Wylinka Association, foram mapeados 378 atores e programas que atuam nesse ecossistema, refletindo a importância e o poder que essa região representa.
O Corredor está sendo formalizado por meio de uma iniciativa multi-institucional coordenada pela Embrapa e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com a participação de importantes players, como Sebrae, Unesp, parques e ambientes de inovação, incubadoras e Prefeituras.
Laboratório vivo
O AgNest surge como uma solução de ambiente promotor de inovação, com estrutura para ações e atividades em campo, para startups e corporações, com vistas à criação, desenvolvimento, validação, demonstração e ações voltadas para novas soluções tecnológicas para agropecuária. Será estruturado para proporcionar ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação, para sustentabilidade do agronegócio brasileiro, em um ambiente habilitado para a experimentação em campo, com foco na agricultura digital e com conectividade, fortalecendo a inovação aberta e o empreendedorismo no setor agropecuário.
Está sendo estruturado para se apresentar como um laboratório vivo no ambiente rural, um Farm Lab, com foco em Agtechs no conceito Plug and Play, onde startups e corporações, isoladas ou em conjunto, poderão se conectar, desenvolver atividades e acessar o mercado com maior celeridade.
O ambiente de inovação que se almeja instituir buscará integrar, com maior proximidade e intensidade, empresas, governo, instituições científicas, tecnológicas e de Inovação – ICTs, investidores, organizações da sociedade civil, startups, agentes fomentadores, entre outros, em um mesmo ambiente, conectando-os a uma infraestrutura tecnológica e de negócios propícios ao desenvolvimento do agronegócio brasileiro
Por essas características estratégicas, o hub assumirá um papel estratégico como o principal ambiente de inovação, no contexto do Corredor de Inovação Agropecuária, posicionando a Embrapa como um player relevante e promotor deste crescente ecossistema de inovação para o setor do agronegócio nacional.
Para saber mais sobre o AgNest Farm Lab e o processo de seleção das empresas que atuarão como parceiras fundadores, clique aqui.
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

