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Embrapa promove treinamento sobre qualidade da fibra do algodão
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A Embrapa Algodão realizou semana passada um treinamento virtual sobre qualidade da fibra para fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A capacitação, que aconteceu no período de 22 a 24 de fevereiro, abordou características genéticas, ambientais e de processamento que impactam na qualidade da fibra e podem gerar erros na classificação do algodão. Com duração de 24 horas, o treinamento reuniu cerca de 20 fiscais que participarão do programa de certificação do algodão brasileiro. Também participaram cerca de 20 gerentes de laboratórios de classificação de pluma de algodão.
A palestra de abertura do evento foi realizada pelo chefe-geral da Unidade Alderi Araújo, que apresentou uma introdução à cadeia produtiva do algodão e suas complexidades. Alderi traçou um panorama sobre a produção mundial de algodão, a cadeia produtiva no Brasil e histórico da cultura no País. “Hoje, a cadeia produtiva do algodão é o segundo maior gerador de empregos no Brasil, com 1,3 milhões de empregos diretos, atrás apenas da indústria automobilística”, destacou ele.
O gestor enfatizou que a Embrapa Algodão tem direcionado suas pesquisas para atender a demanda do consumo internacional. “Há uma demanda muito grande por produtos que tenham sustentabilidade ambiental. Isso, claro, tem que vir junto com sustentabilidade econômica. Há mais de 12 anos, temos trabalhado em pesquisas para redução das emissões de carbono, plantio direto, plantas de cobertura, rotação de culturas e definição das emissões nos sistemas soja-milho-algodão, seguindo métricas internacionais”, relatou. “O mercado mundial hoje paga um bônus aos produtos obtidos sob sistemas de produção sustentáveis, mas chegará um dia em que aquele que não produzir com sustentabilidade não terá mercado”, afirmou.
A capacitação contou ainda com palestras sobre melhoramento do algodão branco fibra média e longa e algodão colorido; fisiologia do algodoeiro; fisiologia da fibra do algodão, efeito do estresse biótico na fibra do algodão (insetos); efeito do estresse abiótico na fibra do algodão (nutrição vegetal, irrigação, temperatura); pragas quarentenárias e seu impacto na exportação; algodão orgânico; sustentabilidade do algodão brasileiro – análise de ciclo de vida; colheita mecânica; descaroçamento do algodão; e amostragem do algodão para classificação.
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

