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Embrapa participa de painel sobre Duas Safras na 45ª Expointer e apresenta contribuições da pesquisa para o tema

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Na tarde de segunda-feira (29), representantes de entidades do agronegócio gaúcho, incluindo lideranças de Unidades da Embrapa no Estado, participaram do Campo em Debate, promovido pela RBS TV, para integrar o painel “Duas Safras, mais receita para o agro gaúcho”. O objetivo foi discutir as potencialidades e projeções do Programa Duas Safras para o Estado. O evento foi realizado na Casa da RBS TV, durante a 45ª Expointer, no Parque Assis Brasil, em Esteio/RS, com transmissão ao vivo.

Assista ao painel na íntegra no vídeo abaixo: 

O evento teve início com breve fala do secretário de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Domingos Velho Lopes, representando o governador Ranolfo Vieira Junior. Ele reforçou apoio completo ao programa Duas Safras, destacando que se trata de uma política de Estado, não de governo. Para ele, a busca por alternativas como esta resultará em incremento em todas as cadeias e, consequentemente, no PIB gaúcho. “Tendo sucesso, o Estado terá grande desenvolvimento”, afirmou.

Avaliações da pesquisa agropecuária

Por parte da pesquisa da Embrapa, o painel contou com a participação do chefe-geral da Embrapa Trigo (Passo Fundo, RS), Jorge Lemainski, que abordou os potenciais para a intensificação agrícola sustentável a partir das condições disponíveis no Estado. Ele deu início à fala destacando que a agricultura brasileira é movida a ciência, apresentando dados do crescimento do setor desde a década de 1970.

Para ele, há uma oportunidade ambiental no Brasil, com potencial para a intensificação agrícola, na conversão da energia solar em alimento, fibra e energia. O pesquisador exemplifica que o país possui a vantagem comparativa de apresentar 365 dias de luz solar no ano para a atividade agrícola. Considerando o município de Passo Fundo, explicou que a cultura da soja ocupa 50% da radiação solar no ano, enquanto que a sucessão trigo-soja ocupa 77%, deixando 23% dessa energia livre para ser convertida numa possível terceira safra.

Ele também explicou que a sucessão da soja com o trigo, intercalada com momentos de pousio entre as culturas, já tem impacto para a mitigação de emissões de dióxido de carbono (CO2) e na remuneração dos produtores. Mas, considerando-se a intensificação produtiva sustentável preconizada pelo Duas Safras, com inserção de culturas como cevada, centeio e triticale nesses períodos de pousio, a fixação de carbono pode ser ampliada, ajudando também na construção de uma estrutura de solo para maior reserva de água e, portanto, na redução de riscos de quebra de safra nos períodos de calor fora de época.

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Ainda segundo Lemanski, o Duas Safras, além de convergir para a melhoria das condições de solo, também contribui para o suprimento da cadeia de proteína animal de suínos e aves, já que o trigo, triticale e cevada podem substituir em até cem por cento o milho na composição de ração. Além disso, os cereais de inverno também teriam papel importante, nessa intensificação, no aumento dos ciclos de pastejo e da produção de silagem.

O pesquisador finalizou destacando as competências nacionais estabelecidas no ramo da ciência, da agroindústria e da cadeia produtiva, bem como de infraestrutura, para essa intensificação produtiva, encarando esse potencial como caminho para a segurança alimentar dos povos e como uma nova fronteira agrícola a ser explorada. “E o Duas Safras é uma convergência de inteligências para que a gente mantenha a competência com competitividade para a cadeia de proteína animal”, completou.

Contribuições das Unidades

Na sequência, o chefe-geral da Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS), Roberto Pedroso de Oliveira, acrescentou as principais contribuições da Unidade ao Programa Duas Safras. De acordo com o pesquisador, tecnologias como a suavização de solos e o sistema sulco-camalhão viabilizam o cultivo de milho, soja, cereais de inverno e forrageiras em áreas de arroz, aumentando a produção, facilitando a irrigação e drenagem e aumentando a matéria orgânica do solo ao longo dos anos, em função do menor revolvimento do solo.

“Trata-se de uma resposta tecnológica da Embrapa à gigantesca demanda por cereais, principalmente milho, no Rio Grande do Sul, e por soja, principalmente nos países asiáticos”, explicou. Ele também destacou que a propriedade sustentável exige o cultivo de várias espécies vegetais associadas à pecuária, principalmente com uso das práticas preconizadas pelo Projeto Duas Safras.

O chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Cardoso, complementou, falando sobre o papel da pecuária dentro do Duas Safras. Para ele, a atividade, além de ocupar áreas que não são destinadas à agricultura, será um componente importante da sustentabilidade dentro dos sistemas integrados e intensificados. “Tanto para a segurança do produtor, como atividade de menor risco, quanto para rotação de culturas e, também, para a própria ciclagem de nutrientes e benefício geral para o sistema” detalhou.

Ele ainda apresentou dados sobre algumas soluções desenvolvidas pela Unidade, como o Pasto sobre Pasto, e apontou oportunidades na produção do leite, por meio de uma pecuária baseada em pasto ou silagem produzida na entressafra, com custo de produção menor e, portanto, de maior competitividade. “A Embrapa Pecuária Sul se sente muito comprometida, trazendo tecnologias para a produção de alimentos, carne, leite, todos os outros produtos, cada vez mais sustentáveis, saudáveis, que melhorem a saúde das pessoas que os consomem”, finalizou.

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Painelistas e debatedores

O painel e o debate foram mediados pela jornalista Gisele Loeblein e ainda contaram com a participação do economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, que abordou a importância do Programa Duas Safras na economia do Estado; do presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, que também abordou os potenciais e expectativas da iniciativa; do superintendente do superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/RS), Eduardo Condorelli, que falou sobre a importância da profissionalização do produtor rural para o Duas Safras; e do ex-ministro de Agricultura e presidente do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, que destacou a relevância da iniciativa.

Além desses, também se manifestaram representantes de outras entidades que fazem parte do Duas Safras, como o diretor-executivo da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Sergio Luis Feltraco; o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho; o diretor-presidente da Associação dos Produtores de Soja do Rio Grande do Sul (Aprosoja/RS), Carlos Alberto Falchi; o presidente-executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos; o diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos (Sips), Rogério Kerber; o representante da Associação das Empresas Cerealistas do Rio Grande do Sul (ACERGS), Caio Nemitz; e a líder de relações governamentais da Corteva, Rosemeire dos Santos.

Sobre o Projeto Duas Safras

Iniciado em 2021, o Projeto Duas Safras é uma iniciativa conjunta da Farsul, Senar/RS, Embrapa, ABPA, Fecoagro/RS, Asgav e Federarroz que busca o desenvolvimento da agropecuária gaúcha a partir da intensificação sustentável da produção agropecuária em duas safras, principalmente com intensificação dos cultivos de inverno, e da integração entre produção agrícola e pecuária. Participam do projeto pela Embrapa as Unidades Pecuária Sul, Clima Temperado, Trigo e Suínos e Aves (Concórdia, SC).

Saiba mais sobre o Duas Safras em vídeo do canal Terra Sul.  

Fonte: Embrapa

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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

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Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.

Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.

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Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.

Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

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