AGRONEGÓCIO
Embrapa leva conhecimento e soluções tecnológicas ao CBAI 2022
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A Embrapa está levando trabalhos relacionados a aspectos econômicos e comerciais do cultivo; rotação do grão em sistemas produtivos, impacto climático nas lavouras, controle de pragas; e modernas cultivares de arroz.
Em relação ao primeiro tema, a Embrapa conduziu uma pesquisa que analisou a eficiência econômica refletida pelo uso combinado entre adubação nitrogenada para a cultura e diferentes inoculantes à base de bactéria fixadora de nitrogênio Azospirillum brasilense. O resultado aponta para a possibilidade de diminuição do uso de fertilizantes formulados com respectivo ganho no balanço da renda líquida para o orizicultor, considerando o sistema produtivo de arroz irrigado em terras baixas no Rio Grande do Sul.
Dentro da perspectiva de estudos sobre o mercado, uma outra pesquisa focou o perfil das exportações de arroz do Brasil no período de 1997 a 2021. Dentre as constatações, ficou evidenciado, por exemplo, que em 2021 as exportações brasileiras de arroz quebrado foram direcionadas principalmente a países africanos e europeus. Já as exportações de arroz em casca e arroz beneficiado (parboilizado ou não parboilizado) foram direcionadas, principalmente, para países latino-americanos.
Uma outra pesquisa da Embrapa tratou da produtividade da cultura do arroz em rotação com soja e feijão-caupi em ambiente irrigado no Tocantins. Nesse Estado, o arroz é irrigado por inundação no período das chuvas (outubro a março) e, na entressafra (maio-setembro), essas áreas são utilizadas para outros cultivos. Nesse estudo, a cultura do arroz em sucessão ao feijão-caupi apresentou maior produtividade de grãos e pode ser um manejo indicado, desde que as condições climáticas favoreçam o cultivo dessas duas culturas dentro do mesmo ano agrícola.
Em um outro trabalho, a Embrapa aponta um aprimoramento para a compreensão do impacto de variáveis climáticas e geográficas no florescimento do arroz irrigado no Rio Grande do Sul. Foram testados dois modelos estatísticos que buscaram melhor representar a influência de dados relacionados ao clima sobre o período crítico da floração na lavoura. Nesse caso, o modelo estatístico paramétrico chamado Regressão Linear Múltipla (LM) apresentou a melhor performance.
Nos últimos anos, problemas de surtos de cigarrinhas em lavouras de arroz são registrados em diferentes regiões do Brasil. Isso vem provocando perdas e aumento dos custos na produção, devido à necessidade de implementar medidas para o seu controle. Uma pesquisa da Embrapa identificou cultivares que possuem mecanismos de resistência à espécie de cigarrinha designada Sogatella kolophon. Conforme esse estudo, as causas da expressão dessa resistência nas cultivares estão relacionadas, em parte, à produção de substâncias aleloquímicas, que causam repelência ao inseto.
O Programa de Melhoramento de Arroz da Embrapa está apresentando também dois trabalhos ligados a novas cultivares de arroz irrigado, discutindo as principais características agronômicas, desempenho no campo e qualidade de grãos de valor para a cadeia produtiva. A primeira cultivar é a BRS A705, classificada como precoce, com ciclo no Rio Grande do Sul em torno de 120 dias. Distingui-se das demais pela altura de plantas, sendo de cinco a dez centímetros mais baixa que outras cultivares comerciais. Além disso, possui grãos longos e finos, com excelente qualidade industrial e culinária.
Já a BRS A706 CL é uma opção de cultivar de ciclo médio para o Sistema de Produção Clearfield® da BASF, com nível de tolerância ao acamamento que permite ser indicada tanto para semeadura direta em solo seco, quanto em pré-germinado, nas regiões tropical e subtropical do Brasil. A expectativa é que essa cultivar contribua para maior seguridade de renda ao produtor pelo seu elevado potencial produtivo, satisfatória reação de resistência à doença brusone, estabilidade no rendimento de grãos inteiros; e suprimento de matéria-prima para linhas de produtos premium.
Fonte: Embrapa
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

