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Embrapa analisa farinhas de tapioca comercializadas em Belém

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Pesquisadoras do Laboratório de Agroindústria da Embrapa Amazônia Oriental, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sediada em Belém (PA), publicam os resultados de experimentos com farinha de tapioca – produto muito utilizado no Norte, ao natural, adicionado ao açaí batido, com potencial de registro de indicação geográfica no estado do Pará.

A farinha de tapioca (granulada e torrada) é diferente da massa (úmida) utilizada para fazer as tradicionais tapiocas na frigideira. Ambas, no entanto, derivam da mandioca (Manihot esculenta), mais especificamente da fécula (amido extraído da raiz),um subproduto bastante valorizado nacional e internacionalmente.

A pesquisa gerou a publicação técnico-científica Composição Físico-Química de Farinhas de Tapioca Comercializadas em Belém, Pará (clique no título para acessar), suprindo uma carência de dados nutricionais relativos ao produto. O documento informa sobre os elementos analisados e se as amostras condizem com os padrões previstos na legislação brasileira para esse tipo de alimento.

Maior polo produtor

As autoras Alessandra Ferraiolo de Freitas, Rafaella de Andrade Mattietto e Ana Vânia Carvalho relatam que todas as amostras analisadas foram produzidas na Vila de Americano, distrito de Santa Izabel do Pará, município da região metropolitana de Belém que abriga o maior polo produtor de farinha de tapioca do estado do Pará.

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Ao todo foram utilizadas seis amostras: uma coletada diretamente do produtor e as outras cinco, de marcas diferentes, compradas em supermercados da capital.

Elevado valor energético

Na culinária, além de acompanhante do açaí batido, a farinha de tapioca é ingrediente de cuscuz, doces (bolos, sorvetes, pudim), pizzas e outras receitas regionais. Ao analisarem as amostras, as pesquisadoras observaram que “é um alimento de elevado valor energético, devido ao alto conteúdo de carboidratos, e de baixo teor de lipídeos, proteínas e cinzas”.

Do ponto de vista microbiológico, as pesquisadoras sustentam que “é um produto estável, pois apresenta baixo risco de desenvolvimento de microrganismos em razão da sua reduzida atividade de água”.

O trabalho levou à conclusão de que “as farinhas de tapioca produzidas regionalmente e comercializadas em Belém diferem entre si em termos de atividade de água e teores de umidade, cinzas, lipídeos, proteínas, carboidratos e amido”.

Quanto a condizerem com a norma reguladora, todas as amostras apresentaram teor de umidade de acordo com a legislação, enquanto duas fugiram ao padrão do teor de cinzas.

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Mais detalhes sobre a composição físico-química das amostras de farinhas de tapioca produzidas na Vila de Americano, metodologia e materiais da pesquisa podem ser acessados na publicação, disponível no Portal Embrapa, aqui.

Fonte: Embrapa

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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

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Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.

Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.

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Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.

Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

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