RONDONÓPOLIS
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Câmara Setorial debate sobre rastreabilidade de mercado de feijão e pulses

Publicados

AGRONEGÓCIO


Os representantes da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Feijão e Pulses realizaram na quinta-feira (17), de forma virtual, a primeira reunião ordinária de 2022.

Foi discutido pelos participantes do encontro questões sobre o panorama nacional de feijão, propostas de estudo da cadeia produtiva em nível nacional, apresentação de modelagem para criação e gestão do Fundo Nacional Inovafeijão, mercado nacional de exportação de amendoim e feijões e, convite de participação ao Fórum Brasileiro do Feijão & Pulses e 1º ELAGE – Encontro Latino Americano do Amendoim e Gergelim, que acontece no início de abril, no MT.

Nas exposições realizadas, Alcido Wander, pesquisador da área de socioeconomia da Embrapa Arroz e Feijão destacou a demanda por investimento para financiar o projeto ‘Percepção e prospecção do desempenho das cadeias produtivas do arroz e do feijão no Brasil’.

De acordo com Alcido, o estudo é voltado à análise de dados setoriais e conjunturais relacionados ao segmento de feijão e poderá culminar com a elaboração de propostas para rearranjos organizacionais e institucionais, inclusive, com a proposição de readequações de programas e políticas públicas.

Essa análise será realizada numa parceria da Embrapa Arroz e Feijão e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA): “Nesse projeto, serão feitas consultas a bases de dados e haverá a aplicação de entrevistas e questionários junto a grupos estratégicos de profissionais.”

O orçamento total desse estudo, para a cadeia produtiva do feijão, é de 115 mil reais, sendo proposto pela Câmara Setorial a cotização deste valor em 10 cotas a serem aportadas por entidades ligadas à Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Feijão e Pulses.

Até o momento, seis entidades já manifestaram o interesse em aportar uma cota dos recursos necessários: “Como restam quatro cotas sem o apoio ainda, na reunião, buscou-se sensibilizar mais entidades para participarem, aportando recursos ou, alternativamente, as seis entidades que já declararam apoio ao estudo poderiam ampliar o seu aporte, de forma a totalizar os recursos necessários para a implementação do estudo”, disse Alcido.  

Em seguida, Jefferson Costa, pesquisador da área de Relações Nacionais Institucionais da Embrapa Sede apresentou a proposta de implantação de modelagem para criação e gestão do Fundo Inovafeijão.

Leia Também:  Setasc realiza capacitação sobre Sistema do Cadastro Único para 70 municípios

O fundo tem foco central na promoção, inovação e prospecção do setor produtivo do feijão. Com a atualização de dados, informações e questões socioeconômicas, e também, realização de analise territorial é possível responder com maior velocidade aos anseios do setor.

A personalidade jurídica do fundo será constituída como entidade sem fins lucrativos, resultado da união voluntária entre produtores, beneficiadores, associações, empresas privadas e agentes da cadeia produtiva. “Se 10% do setor aderir ao fundo, alocando uma taxa de investimento de 0,05% do valor total da produção teríamos, em um ano, aproximadamente um milhão de reais. Ou seja, por exemplo: para cada 100,00 reais da produção se destinaria 0,5 centavos ao fundo. Isto, só com o setor primário, geraria um valor estimado na ordem de 11,16 milhões em função destes investimentos”.

A gestão do fundo, seria realizada pelo conselho deliberativo, reunido um conselho fiscal, administrativo e, conselho tecnológico.  A ação será, ainda, discutida e avaliada na Câmara Setorial de Feijão e Pulses para posterior realização.

Ainda sobre feijão, desta vez foi destacado o panorama nacional de exportação do feijão. O presidente do Instituto Brasileiro do Feijão, Marcelo Luders, falou sobre o cenário de feijões exportáveis do Brasil.

Em 2020 o volume recorde de exportações do feijão foi de 177 mil/ton; o crescimento do feijão, se iniciou em 2010 com 4 mil/ton e, em 2021, chegou a 224 mil ton, representando uma renda de 212 milhões de dólares. “Neste ano, mesmo sendo um ano de dificuldade, o volume de feijões exportáveis têm aumentado. O motivo, é que temos variedades de feijões que se refletem em um cenário favorável a novos mercados; a prontidão dos ativos agrícolas nacional tem contribuído muito mais do que prevíamos entregar”, esclareceu Luders.

Outro fator, também no momento atual, e mais favorável às exportações se refere ao cenário de guerra que tem aumentando a demanda por exportações de frutas e pulses, dois produtos que têm sido requisitados por mais de 23 países.

Por outro lado, a necessidade de organização das culturas locais vem chegando muito rapidamente no campo, principalmente nos aspectos relacionados à sanidade de feijões.

Leia Também:  Abertas inscrições para webinário sobre racismo estrutural e ações afirmativas

Cadeia do Amendoim – Em sua apresentação o consultor José Luís Morelli Bariani expos sobre o panorama da cadeia do amendoim e as prioridades do setor na produção e exportação desta leguminosa.

Seu consumo tem sofrido bastante devido à falta de sementes certificadas, exigindo uma mudança de comportamento dentro do setor. Em 2015 os números levantados de 20% da produção vinham de sementes certificadas e, em 2021, esse número subiu para 50% da produção, demonstrando que as empresas estão entendendo esta necessidade da certificação que precisa ser feita.

A exigência dos países compradores de amendoim pela certificação, principalmente da União Europeia tem aumentado, além do bloco passar também a rejeitar o uso excessivo de produtos com resíduos químicos no processo da produção.

“Apesar do setor ter gerado exportação na ordem de 346 milhões de dólares e, hoje, exportarmos amendoins para diversos países, a questão dos resíduos e a certificação do produto têm se tornado o nosso principal problema; somados aos 49% da produção que eram destinados à Rússia e Ucrânia, toda essa situação tem prejudicado esta mesma exportação. Desta maneira, a orientação passa a ser para as empresas que exportam para a União Europeia, que precisam ter como base a certificação em segurança de alimentos”.

Encerrando o evento foi anunciado o convite para a participação dos presentes ao 8º Fórum do Feijão e Pulses, e 1º Encontro Latino-Americano de Amendoim e Gergelim, evento que acontece em Cuiabá (MT), em abril. Esse Fórum do Feijão e Pulses é considerado o maior espaço de debate de feijões e pulses da América Latina e tem foco em discussão no mercado nacional e internacional.

 A Câmara Setorial do Feijão e Pulses é um fórum permanente de discussão criado pelo Ministério da Agricultura, sendo composta por diferentes entidades representativas de produtores, empresários, instituições bancárias e de outros parceiros no setor, além de representantes de órgãos públicos e de técnicos governamentais. 

Fonte: Embrapa

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Publicados

em


Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.

Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.

Leia Também:  Debate sobre direitos fundamentais das mulheres encerra evento

Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.

Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA