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CADEC Brasil e Sistema FAESP/SENAR-SP: parcerias e novos caminhos

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Como a produção rural encontra a agroindústria? Existem três principais formas de produção para este mercado: a produção independente, o cooperativismo e a integração. Neste último, a atividade é definida pela Lei da Integração (Lei 13.288/2016). O texto estabelece direitos e deveres de produtores integrados e da agroindústria, com parâmetros mínimos a serem previstos em contrato e institui as CADECs. A CADEC é uma comissão formada com representantes da integradora e dos integrados, cujo objetivo é melhorar o relacionamento entre as partes, bem como capacitar os produtores para as reuniões com a agroindústria. “A CADEC veio equilibrar a relação entre integradora e integrado, permitindo levar os interessados dos dois lados a uma negociação paritária”, explica Rodrigo Benedini, gestor do Sindicato Rural de Batatais. Bem estruturada, a CADEC garante a distribuição justa dos resultados da integração, a diminuição da assimetria de informações e o equilíbrio de forças nas negociações entre integrados e agroindústria.

A produtora Luciana Dalmagro integra uma das CADECs da cadeia produtiva de carne de frango em São Paulo. Na ativa desde 2015, ela conta que o modelo atende às demandas de ambos os lados da relação. “O sistema de integração consiste entre a unidade integradora e os produtores integrados, que são prestadores de serviços de parte dessa cadeia. Para criar essa conexão, a CADEC cai como uma luva”, afirma. “É um ambiente de alinhamento, conciliação e troca de informações. A indústria traz as dificuldades, desafios e estratégias, e nós como produtores também temos esse espaço. Sentamos todos em uma mesa redonda, trocamos essas experiências e saímos com os planos de ação”, define.

Em São Paulo, avicultura e suinocultura estão organizadas por meio do sistema, e o movimento das CADECs é cada vez mais importante. “Em Batatais e Nuporanga a avicultura já é o terceiro maior segmento do agronegócio, só perdendo para a cana-de-açúcar e cafeicultura. O Sindicato Rural dá suporte jurídico e técnico para que o pessoal tenha o mínimo de informações”, afirma Benedini.

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Por dentro da CADEC – O produtor rural é responsável pela criação da variedade a ser comercializada, enquanto a integradora cuida do preparo final e da negociação, tanto no mercado interno quanto externo. O trabalho com as integradoras possibilita que o produtor de carne de frango ou suína insira sua produção no sistema agroindustrial. “Meu trabalho é criar. Eu recebo o pintinho com um dia de vida e eles ficam de acordo com o peso. Entre 2,7 kg e 2,8 kg a ave está pronta para ser vendida. Esse processo leva em torno de 40 dias, dependendo se for macho ou fêmea”, explica Luciano Lico, que desde a década de 1990 cria frangos na região de Amparo.

Na CADEC de Nuporanga, da qual Luciana é uma das fundadoras, as reuniões são mensais, reunindo seis representantes da indústria e seis dos integrados. “Discutimos tudo que tange à criação, desde assuntos técnicos, como as diretrizes, até a negociação, como o preço base de pagamento para o integrado e validação de custos de produção”, explica. Os encontros também podem apresentar demandas dos dois lados, sendo o momento de atualização dos produtores a respeito das demandas e planejamentos da indústria. “Eles também podem apresentar o momento de mercado. Se teremos que espaçar o alojamento, ou fazer mais ciclos por ano, tudo é discutido e traz uma democratização pro processo. A indústria nos envolve nessa trativa”, completa Luciana.

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Apoio dos sindicatos – Desde 2018 a FAESP e os Sindicatos Rurais do estado, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), promovem palestras sobre a Lei de Integração e a constituição e funcionamento das CADECS, no âmbito do Programa CADEC Brasil.

A partir de 2022, os produtores integrados no Estado de São Paulo, na área de avicultura e suinocultura, poderão participar de ação específica do SENAR-SP sobre o tema. A capacitação é dividida em quatro módulos, sendo oferecida por meio dos Sindicatos Rurais.

O primeiro módulo trata da Lei de Integração, fornecendo noções jurídicas aplicadas aos Contratos de Integração, “descomplicando” o conteúdo da lei. O segundo módulo ensina técnicas de organização e condução de reuniões, enquanto o terceiro apresenta técnicas de negociação e sua aplicação para a obtenção de bons resultados. Enquanto isso, o quarto módulo trata de gerenciamento dos custos de produção. Os programas de capacitação dos produtores têm carga horária de 32 horas.

Além disso, os sindicatos também atuam na assistência aos produtores representados pelas CADECs, fornecendo amparo contábil e jurídico. “O Sindicato Rural de Batatais sempre foi a sede da nossa comissão de produtores, que hoje é uma associação e dá embasamento para os representantes da CADEC trabalharem. Antes de chegar na reunião precisamos estar bem preparados, com números, e tudo isso acontece no sindicato. É uma fortaleza do produtor contar com o apoio de instituições fortes como os sindicatos”, completa Luciana.

Outras informações acesse o Portal FAESP/SENAR-SP

Fonte: CNA Brasil

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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

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Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.

Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.

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Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.

Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

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