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Artigo – Milho: oportunidade para a agricultura de Mato Grosso do Sul
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A agricultura de Mato Grosso do Sul, antes baseada no cultivo da soja e do milho, está ganhando um novo contorno com a diversificação. Além das culturas mencionadas, já se destaca no estado o cultivo de eucalipto e de cana-de-açúcar. Em menor escala também se cultiva no estado a seringueira, o amendoim, o sorgo, o algodão, a mandioca e o feijão. Em condições experimentais a Embrapa está avaliando o cultivo do trigo e do grão-de-bico, visando disponibilizar tecnologias para essas culturas.
Dentre as culturas, o milho, cultivado principalmente após a colheita da soja, com a implantação das usinas de etanol a partir desse cereal, ganha destaque. As duas usinas que estão sendo instaladas em Dourados e Maracaju, deverão processar 3 milhões de toneladas de milho/ano. Estima-se que no ano agrícola de 2021/22 serão colhidas em Mato Grosso do Sul, 11 milhões de toneladas de milho. Assim, aproximadamente 30% do total da produção será consumido pela indústria de etanol.
Considerando que Mato Grosso do Sul é um polo importante de criação de aves e suínos, que tem como base de sua alimentação o milho, este passa a ser um produto ainda mais importante para a economia do estado, pois ao ser transformado em proteína animal, etanol, óleo e DDG´S agrega valor e cria oportunidades. Cabe também destacar que o estado é um importante exportador de milho.
Diante desse novo cenário para a cultura do milho, pelas razões expostas, nos parece que cultivar milho será cada vez mais interessante para o agricultor de Mato Grosso do Sul. Esta possibilidade abre uma janela muito importante para agricultura do estado, pois poderá permitir a diversificação e/ou intensificação dos modelos de produção.
Com a grande demanda, lei da oferta e procura, favorece o produtor de milho que, em função da maior demanda, poderá obter preços melhores e consequentemente maior lucratividade. Surge assim, a possibilidade de se cultivar milho no período de primavera/verão, em rotação com a soja, com isso, as duas culturas serão beneficiadas. Uma das estratégias para assegurar a sustentabilidade da agricultura é a rotação de culturas, o cultivo do milho em rotação de culturas, especialmente se for consorciado com uma gramínea ou leguminosa, contribui de para a sustentabilidade do sistema de produção.
Gerar conhecimentos para assegurar a viabilidade do cultivo do milho frente a nova realidade, para atender a demanda interna, se constitui em uma oportunidade para as instituições de pesquisa e, por conseguinte uma demanda do setor produtivo para que este possa tomar decisões acertadas. Em face da nova realidade em termos de consumo de milho no Mato Grosso do Sul, abre-se mais uma janela de oportunidades para os agricultores do estado.
Fonte: Embrapa
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.
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