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Artigo – Agregação de valor: é preciso conquistar o consumidor

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João Flávio Veloso e Nadir Rodrigues

O Brasil tem uma riquíssima cultura alimentar. De norte a sul do País, a diversidade dos produtos agroalimentares é imensa. Nossas raízes indígenas, heranças portuguesas e africanas, além da influência de outros povos europeus e asiáticos, proporcionaram uma variedade de alimentos e modos de fazer únicos. Esse patrimônio alimentar, construído por diversas mãos, é um importante ativo que o Brasil possui, que pode e deve valorizar.

Agregar valor aos produtos alimentares é uma estratégia para se diferenciar e atingir nichos de mercado especializados. Entretanto, essa valorização não depende somente do produtor do alimento. Ele está envolvido, mas o principal fator é o reconhecimento e a percepção de valor pelo consumidor.

Sem o reconhecimento pelo consumidor de que um produto tem certa diferenciação e reputação associadas a uma qualidade, não é possível agregar valor. Por isso, os agricultores e produtores de alimentos que querem levar ao mercado produtos diferenciados também precisam trabalhar para comunicar essa qualidade ao mercado. E é preciso permanente atenção aos atributos mais desejados pelos consumidores.

Primeiro, é preciso entender quais são as tendências que os consumidores buscam nos produtos alimentares. Preço, confiabilidade, sabor, praticidade, sustentabilidade…. são variados os atributos observados pelos consumidores de alimentos.

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Para um grupo de consumidores, conveniência e praticidade são fundamentais. A facilidade de preparo, pequenas porções, novas embalagens, disponibilidade para compras pela internet e por redes sociais cada vez mais influenciam a decisão de compra.

Sensorialidade e prazer são fatores decisivos para outro grupo de consumidores. E estas sensações podem ter ligação com a nossa história e território de origem (identidade), ou mesmo com a busca por novos sabores e experiências gustativas.

Os produtos alimentares tradicionais e artesanais abrem oportunidades para o mercado de turismo gastronômico. E nisso o Brasil é ímpar. Nossos territórios possuem uma rica sociobiodiversidade que está expressa em diferentes tipos de alimentos e preparações culinárias.

Confiança e qualidade são atributos muito lembrados pelos consumidores, e estão relacionados a boas práticas de produção ou de fabricação, selos de qualidade e origem, rastreabilidade da produção animal e vegetal. 

E não se pode falar em alimentação atualmente sem pensar em saúde e bem-estar. Cresce a busca por uma alimentação saudável, e a procura por alimentos funcionais e nutracêuticos. 

Sustentabilidade e ética também precisam fazer parte do cardápio. Os consumidores estão cada vez mais exigentes e buscam por alimentos produzidos de forma justa.

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Bem-estar animal, alimentos orgânicos ou produzidos com práticas agroecológicas, respeito e inclusão das comunidades envolvidas são fatores que crescem na importância para os consumidores. As boas práticas ambientais, sociais e de governança estão presentes no conceito ESG (do inglês Environmental, Social and Governance), e que hoje pauta a percepção do mercado financeiro e dos novos consumidores.

Mais do que comer, o consumidor da atualidade é bem informado, e quer vivenciar experiências gastronômicas. Mais do que sabor, quer escolher alimentos com características nutricionais específicas. E não basta ser saudável; é importante que a produção seja sustentável, com menor impacto ambiental e socialmente justa. 

Portanto, apenas buscar agregar valor não é garantia de sucesso. É importante estar atento às preferências e tendências alimentares dos consumidores. Sem que o consumidor reconheça e valorize o produto como um diferencial, nenhuma estratégia para agregação de valor será bem-sucedida. O consumidor cidadão precisa ser conquistado.

Artigo originalmente publicado no Correio Braziliense em 9 de maio de 2022

Fonte: Embrapa

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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

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Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.

Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.

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Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.

Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

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