AGRONEGÓCIO
Após 15 anos, Paraná tem novo sindicato rural
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O dia 18 de março marcou o fim de uma lacuna de quase 15 anos no Paraná. Desde 11 de setembro de 2007, quando o Sindicato Rural de Perobal, na região Noroeste, abriu as portas, o Estado não registrava a inauguração de uma entidade deste segmento. Agora, os produtores rurais de Mauá da Serra, na região Norte, contam com um sindicato rural para representá-los, dar apoio em questões jurídicas, contábeis e administrativas, oferecer serviços e ofertar centenas de cursos do portfólio do SENAR-PR.
O início das operações do Sindicato Rural de Mauá da Serra foi marcado por um evento com a presença de autoridades, políticos, parceiros, representantes de empresas, instituições financeiras e produtores rurais. Apesar de a entidade ter obtido a carta sindical autorizando seu funcionamento no dia 11 de agosto de 2021, a inauguração ocorreu apenas no dia 18 de março de 2022 em função da pandemia do coronavírus, que impedia a realização de reuniões presenciais com um número grande de pessoas.

Para o presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ágide Meneguette, que esteve no evento de inauguração, a abertura da entidade é uma demonstração de coragem e de visão, pois é importante que a classe esteja unida localmente. “Os produtores rurais precisam se aglutinar, se reunir para ter uma representação local forte, inclusive para permitir o diálogo com autoridades da região. Mauá da Serra está dando um exemplo do processo de evolução que o sistema sindical tem passado no Paraná”, destacou.
Agora, oficialmente em funcionamento, o Sindicato Rural de Mauá da Serra passa a ser uma referência para agricultores e pecuaristas do município. “Há algum tempo um grupo de produtores mauaenses sentia necessidade de ter uma entidade na cidade para apoio em diversas questões do dia a dia. A maioria dos agricultores não tem familiaridade com questões administrativas, contábeis e jurídicas. Agora, com o sindicato, isso ficará mais fácil, principalmente porque teremos o respaldo do Sistema FAEP/SENAR-PR”, ressaltou Sérgio Kasutoshi Higashibara, presidente da entidade, a primeira criada após o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, em 2017.
Segundo Higashibara, para serviços e consultas deste tipo, os produtores recorriam aos sindicatos rurais de Londrina, Faxinal e Marilândia. “O pessoal já tem comentado comigo que agora vai fazer com a gente. O sindicato será de grande utilidade para os produtores do município”, diz o presidente, que projeta conseguir entre 100 e 150 associados nos próximos meses.
No primeiro momento, o Sindicato Rural de Mauá da Serra vai se estruturar para oferecer serviços de Imposto de Renda, folha de pagamento, retirada de certidões, recadastro do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), entre outros. “O sindicato veio preencher uma lacuna que estava aberta e atender os produtores que estavam desassistidos. O desafio é grande, mas vamos trabalhar para dar visibilidade aos serviços”, destacou Carlos Kamiguchi, diretor financeiro na primeira gestão da entidade.

Além dos serviços, o sindicato vai focar na oferta os cursos do SENAR-PR. A ideia é mobilizar, além dos produtores rurais, os trabalhadores e familiares. “As capacitações já estão ocorrendo desde o ano passado, quando recebemos a carta sindical. Mas agora será de forma intensiva. Inclusive já temos vários cursos programados para os próximos meses e a procura por parte dos agricultores tem sido grande”, comemorou o presidente.
A sede do Sindicato Rural de Mauá da Serra está localizada dentro do Museu do Plantio Direto, inaugurado em 2012, e que já é uma referência na região. “Ajuda muito estar dentro do Museu, pois é de fácil acesso e uma referência para os produtores”, reforçou Kamiguchi.
Confira a composição da 1ª gestão (2021/24) do Sindicato Rural de Mauá da Serra:
SÉRGIO KASUTOSHI HIGASHIBARA – Presidente
JOSÉ APARECIDO MENDES – Vice-Presidente
ADEMIR HORTIZ – Secretário
CARLOS TSUYOSHI KAMIGUCHI – Tesoureiro
ANTONIO BATISTA DE MACEDO – Suplente de Diretoria
YUKIO MARCELO WATANABE – Suplente de Diretoria
ÉDIO PASCOAL – Conselho Fiscal
PEDRO YSSAMU TAKAHASHI – Conselho Fiscal
HIROSHI KAMIGUCHI – Conselho Fiscal
HERMES WICTHOFF – Suplente de Conselho Fiscal
ADEMAR TAKEYUKI UEMURA – Suplente de Conselho Fiscal/Delegado Representante
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

