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O impacto da Reforma Tributária na economia de Mato Grosso

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A recente Reforma Tributária brasileira, tem gerado debates acalorados em todo o país, especialmente em estados produtores como Mato Grosso. A mudança na estrutura de tributação, que passará a incidir predominantemente sobre o consumo, traz consigo uma série de implicações que podem prejudicar a economia mato-grossense. Precisamos levantar este debate.

A Reforma Tributária propõe a unificação de tributos federais, estaduais e municipais em um único Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), com alíquota única em todo o país. A ideia é simplificar o sistema tributário, reduzir a burocracia e estimular a competitividade. No entanto, a transição de uma tributação focada na produção para uma tributação baseada no consumo tende a beneficiar Estados com maior densidade populacional e maior poder de consumo, como São Paulo, em detrimento de Estados produtores, como Mato Grosso.

Mato Grosso é um dos maiores produtores de commodities agrícolas do Brasil, responsável por uma parcela significativa da produção nacional de soja, milho e algodão. No entanto, o Estado tem uma população relativamente pequena e um consumo interno proporcionalmente menor. Com a nova tributação sobre o consumo, a arrecadação do Estado tende a cair, já que a maior parte da produção mato-grossense é destinada à exportação ou a outros Estados, onde o consumo ocorre. Isso significa que Mato Grosso continuará produzindo e gerando riqueza, mas perderá parte significativa de sua receita tributária, que será transferida para Estados consumidores.

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Diante desse cenário, o Governo de Mato Grosso lançou o plano MT 33, uma estratégia para proteger a economia do Estado durante a transição para o novo sistema tributário. O plano prevê medidas como a diversificação da economia, o estímulo à industrialização local e a atração de investimentos em setores de maior valor agregado. A ideia é reduzir a dependência da produção primária e criar um ambiente econômico mais resiliente, capaz de enfrentar os desafios impostos pela Reforma Tributária.

O MT 33 também busca fortalecer a competitividade do Estado por meio de melhorias na infraestrutura logística, como rodovias, ferrovias e portos, essenciais para escoar a produção agrícola. Além disso, o plano inclui incentivos fiscais para empresas que se instalarem no Estado, com o objetivo de aumentar a geração de empregos e o consumo interno. Essas medidas são fundamentais para garantir que Mato Grosso não perca sua relevância econômica no cenário nacional.

A Reforma Tributária traz mudanças significativas que afetarão não apenas Mato Grosso, mas todos os Estados produtores do país. Sobre possíveis compensações pela perda de arrecadação, ainda há incertezas sobre o que poderá e/ou será feito. Sem mecanismos eficazes de compensação, o desequilíbrio federativo pode se acentuar.

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Precisamos unir forças e buscar junto aos nossos representantes de Mato Grosso no Congresso Nacional alternativas que defendam ajustes na proposta da Reforma Tributária, garantindo mecanismos de compensação justos e que considerem as particularidades dos Estados produtores. Caso contrário, a reforma poderá aprofundar as desigualdades regionais e comprometer o desenvolvimento econômico do nosso Estado e de outras regiões produtoras do país.

*Thiago Silva é deputado estadual pelo MDB.

Fonte: ALMT – MT

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Mauro mantém liderança e hoje Medeiros ficaria com a 2ª vaga;

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RDNEWS

Pesquisa veritá estimuladaO deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Medeiros (PL), reduziu a vantagem do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), que segue na liderança da corrida eleitoral em Mato Grosso. Medeiros aparece como o segundo nome mais citado na modalidade estimulada da pesquisa divulgada pelo Instituto Veritá, na quinta-feira (7). A eleição para o Senado terá duas vagas em disputa para mandato de oito anos e, no atual cenário, o parlamentar desponta entre os favoritos para conquistar a segunda cadeira.

Neste cenário, quando se é apresentado o nome dos pré-candidatos como primeiro voto, Medeiros apareceu com 29,5% das intenções de voto, um crescimento expressivo em relação aos 22,2% da pesquisa anterior. Com isso, reduziu drasticamente a distância para Mauro, que aparece com 30,7%, gerando um empate técnico.

Montagem/Rdnews

Mauro Mendes e José Medeiros disputa ao Senado 2026

 Ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e o deputado federal José Medeiros (PL)

Abaixo estão a deputada Janaina Riva (MDB) com 13,2%; senador Carlos Fávaro (PSD) com 8%; produtor rural Antonio Galvan (Avante) com 6,2%; senador Jayme Campos (União BrasiL) com 4,9%; Margareth Buzetti (PP) com 2,5%. Ela ainda é seguida pela ex-federal Rosa Neide (PT) e pelo ex-senador Pedro Taques (PSB), com 2,2% e 2,1%. Brancos e nulos e os que não responderam somam 12%.

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Veritá/Rdnews

Pesquisa veritá espontânea

  Espontânea

Já na espontânea, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, Medeiros saltou de 18% para 23,7% das intenções de voto. Mauro segue líder com 41%, mesmo tendo perdido 6%. A deputada Janaina segue em terceiro com 14,1%, registrando perda de 0,5%. Os dados ainda indicam que outros citados não ultrapassaram 10%, sendo eles: senadores Fávaro e Wellington Fagundes (PL), tem 9% e 7,1%. Enquanto Galvan tem 2,4% empatado tecnicamente com ex-senador Pedro Taques (PSB), deputada federal Coronel Fernanda (PL), Otaviano Pivetta (Republicanos) e Jayme Campos (União Brasil), com 0,4% e 2,4%.

Pesquisa

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 30 de abril deste ano, com 1.220 entrevistados. A margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos e o nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral sob número MT-01285/2026.

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