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Trançado do Ouricuri – mulheres do Sul Sergipano criam arte com palha e linha

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Considerada sagrada por muitas etnias originárias, da palmeira ouricuri (Syagrus coronata), presente em todo o litoral brasileiro, tudo se aproveita. Seus coquinhos “cabeçudos” são comestíveis, suas sementes rendem óleo e as palhas das folhas são a fibra resistente que se usa para confeccionar peneiras, chapéus e outros utensílios.

Diversas comunidades tradicionais do litoral do Nordeste têm no ouricuri uma importante fonte de sustento, e o trançado artesanal da palha, passado de geração a geração, é prática marcante entre mulheres agricultoras, pescadoras, marisqueiras e extrativistas.

Exemplo vivo disso são Maria, Cristiane, Renilda e a matriarca Dona Angelina, que vivem no assentamento 5 de Janeiro, em Indiaroba, no litoral do território Sul Sergipano. Dona Angelina é mãe do agricultor Carlinhos e sogra de Maria. 

Na comunidade, a família de Dona Angelina domina a técnica da colheita das folhas e do trançado, enquanto outras mulheres talentosas do assentamento têm as mãos abençoadas para o crochê.

Encontro de mulheres e artes
E como essas duas expressões artísticas e culturais se tocaram e já começam a ganhar o mundo? Dona Angelina, Carlinhos e Maria formam uma das seis famílias agricultoras que do Grupo Manancial, uma das células locais da Rede de Agroecologia Plantar para a Vida em Sergipe. 

A Rede é a materialização de uma tecnologia social inovadora, que promove de forma coletiva e autogerida a transição agroecológica e o Sistema Participativo de Garantia da Qualidade Orgânica (SPG)

Foi a partir desse rico processo de interação e diálogo que as mulheres da comunidade encontraram mulheres da Embrapa que atuam em ações de pesquisa que se conectaram à Rede Plantar – a pesquisadora Cristiane Sá e as analistas Fernanda Amorim, Geovania Manos e Tereza Cristina. 

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No seio desse potente encontro surgiu o lampejo: “por que não integrar essas duas artes tão lindas e potencialmente complementares?”. Foi então que os trançados de palha saltaram do papel funcional para o estético, agora servindo como telas de fundo para a aplicação das peças de crochê nelas bordadas.

Desde então o grupo de mulheres vem em intensa e rica produção de lindos quadros de palha de ouricuri com bordados de crochê retratando cenas da singular beleza presente na natureza ao redor e dentro do 5 de Janeiro – árvores, pássaros, abelhas, flores, terra, mar, animais e até imagens sagradas.

Mostra de arte e saberes agroecológicos
A estreia desse lindo trabalho fora da comunidade aconteceu na Embrapa Tabuleiros Costeiros, em Aracaju, na sexta, 5 de agosto. 

Maria, Cristiane e Renilda se fizeram presentes para, ao lado de Sá, Manos, Amorim e Tereza, contar sua história e o processo criativo e produtivo de sua arte – Dona Angelina, adoentada, não pôde ir, e Carlinhos ficou na lavoura garantindo a qualidade dos produtos certificadamente orgânicos. 

Após uma rica troca de saberes e experiências, o público da Embrapa pôde circular, ver de perto e escolher para comprar e levar para casa entre mais de uma dúzia de lindos quadros, e ainda, de quebra, concorrer no sorteio de produtos orgânicos frescos – ovos caipiras, folhas verdes, raízes e muito mais. 

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O encontro serviu para dar uma ideia da aceitação do público externo do trabalho das mulheres do 5 de Janeiro, além de estimar a demanda para organizar a produção de novas peças. Todas as expectativas foram superadas – praticamente tudo vendido e muitas encomendas feitas.

A ideia, daqui para a frente, é apoiar as mulheres da comunidade na busca e consolidação de canais e redes de comercialização dessa linda arte em ambientes de Sergipe, Brasil e até do exterior. 

Poesia pura
O processo foi tão rico e inspirador que Cristiane Sá, que além de pesquisadora se aventura no universo das palavras em verso e prosa, transpirou um lindo e emocionante poema.

“Ah! Pensar que não tem fim. 

Sofrimento antecipado, 
por vezes desnecessário, 
querendo certezas, 
esquecendo do mistério 
que o passo adiante descortina. 
Gostava de ser palha entregue 
a dança do trançado em mãos divinas. 
Serena, sentir o entrelaçado. 
Confiar que mesmo na minha pequenez 
de fina tira da folha do ouricuri, 
que aos olhos desatentos pareço nada ser, 
sustento e sou sustentada por outras tiras. 
E como é linda a obra final.”

Cris Otto Sá

Fonte: Embrapa

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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

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Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.

Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.

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Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.

Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

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