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Embrapa apresenta cases em congresso que discutiu mercado global de carbono

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Representantes da Embrapa, a convite de Ministério do Meio Ambiente (MMA), apresentaram seis cases relativos a estudos desenvolvidos na Empresa, com foco na melhoria do desempenho ambiental de produtos agropecuários ou ações e métodos voltados a auxiliar a construção de políticas públicas baseadas em ciência, durante o Congresso Mercado Global de Carbono — Descarbonização & Investimentos Verdes, ocorrido no Rio de Janeiro, nos dias 18, 19 e 20 de maio.

O evento foi promovido pelo Banco do Brasil e pela Petrobras, com o apoio institucional do MMA e do Banco Central do Brasil. Foi palco para o debate em torno do tema do mercado de crédito de carbono, além de reunir CEOs, especialistas e lideranças internacionais que apresentaram estratégias e projetos visando fomentar negócios verdes, com foco em inovação e sustentabilidade.

Com programação voltada somente para convidados, o congresso foi estruturado em 6 plenárias e 24 painéis, com mais de 100 palestrantes brasileiros e internacionais. Também foram apresentados 120 cases de sucesso em quatro mini-auditórios.  

O evento contou com a participação de diversas autoridades, como o ministro da Economia, Paulo Guedes; o ministro das Relações Exteriores, Carlos França; o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite; o presidente do Banco Central, Fausto de Andrade Ribeiro; e o presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho. O diretor de Gestão Institucional da Embrapa (DE-GI), Tiago Toledo Ferreira,  representou o presidente da Empresa, Celso Moretti, em viagem, no evento.

Conforme explicou a supervisora de Relações Institucionais da Embrapa, Petula Ponciano, o convite para apresentação dos cases da pesquisa da Empresa no evento partiu do ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, ao comentar com o presidente da Embrapa, Celso Moretti, sobre uma matéria de agricultura regenerativa veiculada no Programa Globo Rural. Na ocasião, Moretti sinalizou ao ministro que a pesquisa da Embrapa contava com outras interessantes experiências nos temas Pecuária (corte e leite) e biocombustíveis (Renovabio) que poderiam interessar ao ministério para compor a parte técnica do evento.

Petula disse que o presidente solicitou que ela e o chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Morandi ficassem encarregados de organizar as informações sobre as tecnologias. “Dos 6 cases sugeridos pela Embrapa, todos foram aprovados pelo ministério para o Congresso Mercado Global de Carbono”.

Já Marcelo Morandi destaca que o evento “proporcionou uma oportunidade ímpar de interagir com atores de todos os setores econômicos e mostrar como a ciência e tecnologia agropecuárias contribuem para a mitigação e adaptação da produção agropecuária no cenário da economia verde, trazendo segurança alimentar e garantindo a sustentabilidade na produção de alimentos, fibras e bioenergia”.

Confira os cases

BioAS
A tecnologia Embrapa de Bioanálise de Solo – BioAS, foi apresentada por Guilherme Chaer, pesquisador da Embrapa Agrobiologia (Seropédica, RJ). Criada pela pesquisa colaborativa entre as Unidades da Embrapa Cerrados (Planaltina, DF), Agrobiologia (Seropédica, RJ) e Soja (Londrina, PR), a tecnologia foi lançada em 2020.
O BioAS agrega o componente biológico nas análises químicas de rotina de solos, tendo como base a análise das enzimas arilsulfatase e β-glicosidase, associadas aos ciclos do enxofre e do carbono, respectivamente. Por estarem relacionadas ao potencial produtivo e à sustentabilidade do uso do solo, elas funcionam como bioindicadores, permitindo avaliar a saúde dos solos. Na sua apresentação, Chaer lembrou os avanços conseguidos na maneira de se executar análise de solo, que eram anteriormente realizadas com base na análise de fertilidade, análise química e textura do solo. Conforme ele, com o desenvolvimento da tecnologia BioAS, o escopo da análise passou para o nível de análise biológica, um avanço na capacidade de detectar problemas ainda assintomáticos presentes.

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Chaer apresentou como exemplo o caso do experimento desenvolvido na Estação de Pesquisa da Fundação Mato Grosso, em Itiquira, MT, em plantio de soja consorciada com braquiária, onde se constatou que solos com maior atividade biológica se apresentam com maior capacidade de resiliência quando confrontado com a presença de situações adversas de clima, como o caso de veranicos.

RenovaCalc

O chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), Marcelo Morandi apresentou o caso da RenovaCalc — Calculadora de pegada de carbono e geração de Créditos de Descarbonização da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

A RenovaCalc é uma ferramenta que funciona como uma calculadora “verde” para a comprovação do desempenho ambiental da produção de biocombustíveis pelas usinas de biocombustíveis.

Morandi falou sobre os objetivos do programa RenovaBio, em garantir a expansão da produção de biocombustíveis no país, baseada na previsibilidade, na sustentabilidade ambiental, econômica e financeira, em harmonia com o compromisso brasileiro na COP21 e compatível com o crescimento do mercado. Estes objetivos são amparados em ciência, por meio da RenovaCalc, a calculadora “verde” do RenovaBio que verifica os impactos ambientais da cadeia produtiva agrícola, abrangendo do consumo de energia (elétrica, óleo diesel e insumos aplicados nas lavouras), levantando a ACV no processo e sua Intensidade de Carbono (IC), que somados totalizam a Nota de Eficiência Energético-Ambiental, que permitirá acesso aos Créditos de Descarbonização (CBios).

Diretrizes para a produção leiteira de baixo carbono em áreas tropicais

André Luis Monteiro Novo, pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP), apresentou o case do projeto: “Diretrizes para a produção leiteira de baixo carbono em áreas tropicais,” baseado em três Unidades da Embrapa: Pecuária Sudeste, Agricultura Digital (Campinas, SP) e Gado de Leite (Juiz de Fora, MG).

O projeto é uma parceria ambiciosa da Embrapa e da Nestlé para o desenvolvimento de protocolo para pecuária de leite de baixo carbono. Além da redução das emissões, a parceria objetiva a mitigação das emissões dos gases de efeito estufa nas propriedades produtoras. Indicadores de sustentabilidade desenvolvidos pela Embrapa e a implementação de boas práticas produtivas integram o protocolo no objetivo de neutralizar todas as emissões de suas operações da empresa parceira até o ano de 2050, com metas intermediárias de redução de 20% até 2025 e de 50% para 2030.

Nesse contexto, soluções tecnológicas, como sistemas de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), recuperação de pastagens degradadas e uso de aditivos na nutrição, têm apresentado bons resultados na redução de emissões, no sequestro de carbono e contribuído para o desenvolvimento de uma agropecuária leiteira mais racional e sustentável.

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Desenvolvimento e Validação de um sistema MRV para a agricultura de baixa emissão de carbono aplicado a propriedades rurais

Celso Vainer Manzatto, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente e coordenador da Plataforma ABC+ apresentou o case do projeto desenvolvido em parceria com a Embrapa com Minerva Foods, Corteva, Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), Universidade Federal de Uberlândia (UFU), denominado “Desenvolvimento e Validação de um sistema MRV para a agricultura de baixa emissão de carbono aplicado a propriedades rurais”.  

A abordagem de cálculo de medição, relatório e verificação (MRV) é realizado por meio do GHG Protocol Agrícola, os requisitos estão apoiados nas definições da UNFCCC (2014), como ferramenta para obter informações sobre a efetividade das ações de mitigação das mudanças climáticas, em níveis diversos de governança, sendo, portanto, capaz de expressar a realidade produtiva brasileira. A ferramenta foi atualizada pelo projeto, utilizando coeficientes de transporte mais recentes oriundos de publicações científicas e do Inventário Nacional de GEE, bem como a customização dos cálculos dos diversos sistemas produtivos das propriedades.

Plataforma Pecuária de Baixa Emissão de Carbono

O pesquisador Roberto Giolo da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS), apresentou o case do projeto “Plataforma Pecuária de Baixa Emissão de Carbono,” que tem origem na Embrapa Gado de Corte com a colaboração de outras 14 Unidades da Embrapa. A Plataforma Pecuária de Baixa Emissão de Carbono é um projeto da Embrapa, alinhado ao Plano ABC+ e ao Objetivo de Desenvolvimento Social (ODS 13), que visa desenvolver mecanismos de certificação para produtos da pecuária de corte, produzidos em sistemas pecuários mais eficientes e com baixa emissão de carbono, como as marcas: Carne Carbono Neutro (CCN), Carne Baixo Carbono (CBC), Bezerro Carbono Neutro, Carbono Nativo e Couro Carbono Neutro.

Pegada de carbono de produtos agropecuários

A pesquisadora Nilza Patrícia Ramos da Embrapa Meio Ambiente apresentou o case “Pegada de carbono de produtos agropecuários — estudo de caso do amendoim”. O projeto é uma parceria que reúne Embrapa, Cooperativa Agroindustrial (Coplana), Beatrice e Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA),

O projeto quantificou a pegada de carbono e o desempenho ambiental da cultura do amendoim, usando a metodologia de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV). Os resultados permitem otimizar os processos produtivos e promover práticas com foco na redução das emissões de GEE e subsidiar processos de certificação de perfil ambiental de produtos. Nesta pesquisa com a cultura do amendoim, foram identificados os sistemas de produção agrícola e industrial típicos da cultura, que atualmente representam algo em torno de 90% do amendoim produzido no Brasil e que movimentou US$ 427,8 milhões em 2020.

Assista as apresentações dos cases e palestras do Congresso na videoteca, clicando aqui

Fonte: Embrapa

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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

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Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.

Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.

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Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.

Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

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