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Livro com mapeamento de agtechs brasileiras ganha versão em inglês

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Radar Agtech Brasil amplia visibilidade de startups do agro nos ecossistemas de inovação internacional

O maior mapeamento do universo de startups do setor agropecuário brasileiro, o Radar Agtech Brasil (2020-2021), ganhou versão em inglês. Editado pela Embrapa em parceria com as empresas SP Venture e Homo Ludens Research & Consulting, o livro apresenta o levantamento de empresas de base tecnológica ativas que atuam no agro e de investidores do setor.

A expectativa com a edição em inglês é grande, segundo a diretora-executiva de Inovação e Tecnologia, Adriana Regina Martin, para quem a versão traduzida “agrega ainda mais valor ao mapeamento realizado, porque projeta globalmente o setor de agtechs do País e abre boas oportunidades no mercado internacional para o agronegócio brasileiro”. Opinião compartilhada pelo sócio da Homo Ludens e cocoordenador do estudo, Luiz Sakuda: “ao ser publicado em língua estrangeira, o livro irá gerar maior visibilidade para as agtechs nos ecossistemas internacionais e ampliar as oportunidades de negócios no mercado exterior”. 

Desde a sua primeira edição, em 2019, o Radar Agtech Brasil tem sido referência para atores do segmento agroalimentar brasileiro e chamado a atenção de ecossistemas de inovação internacionais, cenário que evidencia a importância da publicação em inglês. “Diversos fundos de investimentos com interesse em inovação tecnológica para o setor agrícola e agroalimentar estão em países de língua inglesa”, esclarece Marcella Falcão, gestora de desenvolvimento de comunidades da SP Ventures. 

Panorama brasileiro 

A edição do Radar Agtech Brasil em inglês é rica em figuras e tabelas e apresenta os panoramas dos ecossistemas das agtechs, das iniciativas de relacionamento dos diversos atores com as agtechs e de investimentos nesses empreendimentos no Brasil. O livro também descreve a metodologia de mapeamento e coleta de dados sobre perfil, localização geográfica, segmento e área de atuação de 1.574 startups que atuam no agronegócio brasileiro e de 78 instituições que apoiaram processos de incubação e aceleração e aportaram investimentos nesses empreendimentos. 

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Todas essas informações foram captadas com as startups e em bases de dados públicos de pesquisa agropecuária e de ecossistemas de startups. Também considera estudos feitos por fontes de fomento à pesquisa e ao empreendedorismo e que contribuem para o diagnóstico dos investimentos promovidos no setor e apresentação da taxonomia e da classificação dessas agtechs.

O mapeamento organiza as startups em três segmentos (antes, dentro e depois da fazenda) e em soluções baseadas em edição de genes, robótica, inteligência artificial, blockchain, proteína sintética, nanotecnologia, agricultura celular e aprendizado de máquina (machine learning). 

Pandemia e cooperação Brasil e China

Além do panorama sobre o universo das agtechs brasileiras, a edição mostra, em capítulo específico sobre os impactos da pandemia de covid-19 no agronegócio brasileiro, que apesar das quedas na economia global e nacional, ao longo de 2020 e 2021 houve crescimento do agro, que registrou recorde na safra de grãos em 2020 (Mapa), ressaltando a pujança do agronegócio brasileiro (CNA). 

Outra contribuição do Radar para os ecossistemas de inovação é apresentar a importante relação comercial entre Brasil e China, no capítulo que analisa os ecossistemas de inovação agrícola em cada nação a partir das características do mercado agropecuário, da estrutura inovativa e do movimento empreendedor agtech. Iniciativa que vislumbra também a internacionalização das startups e maior captação de investimentos estrangeiros no agro brasileiro. 

Dados apresentados pelo Radar

Percentual do total de agtechs mapeadas por região: Sudeste, 62,4% (983), Sul, 25,2% (397), Centro-Oeste, 6,1% (96), Nordeste, 4,6% (72) e Norte, 1,7% (26).

Cinco estados concentram 82,4% do total de agtechs mapeadas: São Paulo (757, 48,1%), Paraná (151, 9,6%), Minas Gerais (143, 9,1%), Rio Grande do Sul (124, 7,9%) e Santa Catarina (122, 6,2%).

Cinco categorias de agtechs mais mapeadas:

Antes da fazenda: Fertilizantes, Inoculantes e Nutrição Vegetal (46); Crédito, permuta, seguro, créditos de carbono e análise fiduciária (42); Análise laboratorial (33); Sementes, Mudas e Genômica Vegetal (24); e Nutrição e Saúde Animal (19); 

Dentro da fazenda: Sistema de Gestão de Propriedade Rural (154); Plataforma integradora de sistemas, soluções e dados (111); Drones, Máquinas e Equipamentos (79); Sensoriamento Remoto, Diagnóstico e Monitoramento por Imagens (70) e Conteúdo, Educação, Mídia Social (58); 

Depois da fazenda: Alimentos inovadores e novas tendências alimentares (293); Marketplaces e Plataformas de negociação e venda de produtos agropecuários(100); Armazenamento, Infraestrutura e Logística (57); Mercearia on-line (45) Restaurantes on-line e Kit de refeições (39). 

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Lançamento na Holanda

A edição em inglês do Radar Agtech Brasil foi lançada pela SP Venture durante a conferência Investors Meet Food and Agri Startups 2022 (F&A Next), realizada nos dias 18 e 19 de maio em Wageningen, na Holanda.

Saiba mais: Embrapa conecta agtechs a ecossistemas estrangeiros de inovação
 

Inscrições abertas

Estão abertas até 31 de maio as inscrições para a edição 2022 do Radar Agtech Brasil. Todas as startups que atuam no setor agropecuário brasileiro podem se cadastrar gratuitamente para o novo mapeamento. Para isso, basta acessar o endereço https://bit.ly/radaragtech.

Fonte: Embrapa

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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

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Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.

Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.

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Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.

Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

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