AGRONEGÓCIO
AgroNordeste: Programa viabiliza estruturação de linha de leite em São Romão
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Pecuaristas de leite de São Romão ganharam novas opções de mercado com a organização de uma linha de escoamento da produção, pondo fim a um problema antigo para o desenvolvimento da pecuária regional. A dificuldade foi identificada durante os trabalhos da assistência técnica e gerencial do Programa AgroNordeste, do Sistema FAEMG/SENAE/INAES/Sindicatos. Esta é a primeira vez que um laticínio vai até o município coletar o leite.
“Para chegar na cidade, precisa pegar a balsa, atravessando o Rio São Francisco. Até então, era um único produtor que vazia o recolhimento, atravessava o rio e entregava ao caminhão. Por conta disso, muitos apostavam na comercialização informal do leite, de forma individual, ou faziam queijos, sempre com preços baixos. Era algo que atrapalhava a evolução da atividade, por isso a necessidade de criar uma linha de leite”, explicou a técnica de campo Alana Amaral.
A primeira coleta de leite foi de cerca de 3.000 litros no total. Para chegar a esse resultado, foram instalados tanques nas comunidades rurais, com o apoio de parceiros locais, como a Prefeitura, Emater, IMA e IDENE. Os produtores entregam o leite diariamente, e a coleta pelo laticínio ocorre a cada três dias.
Dos produtores que já utilizam a linha do leite, neste novo formato, 17 são acompanhados pelo AgroNordeste, como Jesse Nere Cardoso. Ele cresceu vendo os pais trabalharem na região e conviverem com os mesmos problemas. Agora, à frente da propriedade da família, na comunidade de Riacho do Mato, vive a expectativa de valorização da produção. O local é um dos beneficiados com o tanque de coleta.
“Como o acesso era ruim para entregar, eu fazia queijo para não perder, mas sempre foi tudo muito barato. Já cheguei a vender a R$ 6 cada queijo. Agora faço as entregas no tanque diariamente, cerca de 30 litros por dia. Acho que tem tudo para dar certo. Com o tanque e as orientações da técnica, estou fazendo mudanças na fazenda para ajudar na alimentação dos animais e melhorar a produção, porque só assim o laticínio seguirá atuando na região”, destacou.
Mobilização
Para que o projeto saísse do papel, foram vários meses de estruturação em 2021. A técnica de campo fez uma primeira reunião para apresentar o projeto. “Graças a parcerias com Prefeitura e associações, foi possível efetivar a chegada dos tanques. Em seguida, fizemos a seleção dos interessados na instalação dos tanques”, explicou Alana Amaral.
Seis tanques já foram instalados e outros dois já estão planejados para a expansão do projeto. “A linha de leite vai trazer muito progresso e melhorar a renda e a qualidade de vida do produtor. O município só tem a ganhar, e essa parceria só tem a crescer, com uma empresa forte e consolidada, o que dá mais garantias e sustentabilidade ao projeto. Vamos seguir sempre buscando alternativas para que o projeto não pare”, destacou o secretário municipal de Agricultura, Ádamo Lemos Gonçalves.
“A região não tinha estrutura para a atividade, sem muito incentivo e com recursos escassos. Então os produtores achavam que, se investissem, não teriam retorno. O incentivo veio agora com essa linha de leite. Depois de mais de um ano de trabalho que abriram a cabeça para novos conceitos e se motivaram com essa alternativa de comercialização. Muitos já falam em aumentar produção e melhorar genética”, afirmou Alana Amaral.
Um novo caminho
Dos tanques instalados, um dos mais aguardados para início do funcionamento certamente fica na comunidade onde vive Jair Ferreira de Souza. Ele praticamente passou os últimos 16 anos percorrendo vários e vários quilômetros para entregar o leite, todos os dias. Com as cheias do Rio São Francisco, provocada pelas fortes chuvas do início do ano, ficou ainda mais difícil.
“Como a fazenda fica próxima a uma ilha, precisei alugar outro pasto, porque o nosso alagou, o que aumentou a distância para entrega do leite de 30 quilômetros para quase 100. Faço esse trecho mais a parte do rio duas vezes por dia. São cerca de 120 litros que consigo produzir atualmente, tirando pela manhã e à tarde”, contou.
Para começar a usar o tanque, faltam apenas ajustes na instalação elétrica. Jair já vem adotando novos métodos de trabalho, com o maior controle de gastos da produção, que é o sustento da família. Recentemente ele também iniciou a plantação de capiaçu para manter a alimentação dos animais em dia.
“Sempre persisti. Antes da chegada do laticínio, usava o tanque de um produtor vizinho, o que era um custo adicional para um leite sempre abaixo de R$ 2 na venda. Com a ATeG, passei a anotar tudo, controlando o mês que tive mais gastos e melhorando o trato dos animais. A chegada da linha de leite me dá ânimo”.
AgroNordeste
O programa é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em parceria com o Sistema CNA/SENAR. Em Minas Gerais, o AgroNordeste é desenvolvido pelo Sistema FAEMG/SENAR/INAES em parceria com os Sindicatos Rurais.
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

