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Cajucultura: Agronordeste mapeia experiências exitosas no Ceará
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A missão do Agronordeste + Valor visitou, nesta última terça-feira, dia 22, experiências exitosas para a agregação de valor ao pedúnculo (pseudofruto) do caju, um dos grandes desafios da cajucultura. Para isso, conheceu duas opções, com rotas tecnológicas diferentes, para públicos-alvo específicos e com portes de atuação diferentes entre si.
A primeira dessas experiências foi a linha de produção de suco de caju e fibra alimentar da Nativita, empresa que nasceu por meio de processos de transferências de tecnologias da Embrapa, para encontrar métodos de aproveitar o pedúnculo proveniente do sítio da família. Com o tempo, a empresa ganhou corpo e evoluiu para uma linha de produção industrial de larga escala, com processos padronizados e com tecnologia de ponta, o que levou ao estágio atual de venda de suco clarificado de caju (cajuína) para o Brasil e exterior. Além disso, a empresa agora é parceira do Grupo Itaueira, um dos maiores produtores de melão do país, ampliando o mix de produtos, principalmente como fornecedor de fibra dietética como insumo para alimentos de base vegetal, um mercado que cresce exponencialmente.
A outra experiência de agregação de valor ao pedúnculo ocorreu em outro perfil de negócio, no Assentamento Rural Vale de Santa Maria, no município de Palhano (CE). A região concentra, aproximadamente, 17 produtores familiares que produzem caju, tendo o foco principal o abastecimento do produto in natura em feiras, centros de distribuição, atacadistas e varejistas tanto no Ceará quanto em grandes centros econômicos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Os produtores vêm trabalhando e se aperfeiçoando na produção do chamado “caju de mesa”, ou seja, produto que é conhecido por ter boa aparência física, consistência, conservação, aroma e sabor para ser consumido ao natural, pelo consumidor doméstico, hotéis e restaurantes.
Aline Oliveira, Secretária de Agricultura de Palhano, destaca que a atividade é bastante lucrativa ao município, pois o valor agregado do produto é maior do que quando o pedúnculo é vendido separado para suco e a castanha para processamento. Durante o período de safra, chega-se a comercializar mais de 2.000 caixas de 20 kg de caju, por dia. “Estamos ficando conhecidos como fornecedores do caju de mesa para muitas regiões e isso tem nos desafiado a aprimorarmos ainda mais o processo produtivo e de comercialização, já que o retorno financeiro tem mostrado seus benefícios”, afirma.
Para Genésio Vasconcelos, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroindústria Tropical, o roteiro percorrido mostra aos parceiros do Agronordeste + Valor que, apesar dos muitos desafios, é possível adicionar ganhos à cadeia produtiva da cajucultura, com o uso adequado de tecnologias agrícolas e de processamento. “O caju precisa ser visto como algo amplo, não se limitando somente ao mercado da amêndoa, mas expandindo suas oportunidades para a agregação de valor ao pedúnculo, tornando-o disponível para consumo pela sociedade, quer seja in natura ou processado, levando um alimento rico em vitamina C, fibras dietéticas e outros componentes essenciais para a saúde”, ressalta.
Participaram da visita representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Embrapa Agroindústria Tropical, Sebrae-CE, Secretarias de Desenvolvimento Agrário e de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, ambas do Estado do Ceará, além do Banco do Nordeste e da Prefeitura de Palhano.
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.
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